Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

E outra Exposição que entra ...

ARTE EM CASA #5.07 - De 18 de Setembro a 26 de Novembro

Nesta data marcante para A CASA PORTUGUESA inauguramos mais uma das nossas exposições colectivas "Arte em CASA". Desta feita decidimos convidar todos os artistas que expuseram na casa ao longo do seu primeiro ano e realizar uma grande mostra colectiva de talento artístico português com obras de: Ana Maria Cardoso, Invisible Travellers, Cristián Duque Garcia, Francisco Spratley, Gonzalo Bènard, Renata Gomes, Ricardo Carmo, Ricardo Macedo, Sandra Lourenço e Sweet Almah.


É a nossa forma de agradecer a todos aqueles (os que estão e os que não estão representados) que neste primeiro ano ajudaram A CASA a ser um lugar tão agradável para estar e passear.

Cristián Duque Garcia

Pesca no Alentejo
Nascido em Santiago, Chile a 2 de Dezembro de 1973, realiza os seus primeiros estudos de fotografia no Chile aos 17 anos quando na Escola participava como fotógrafo de edições estudantis. Aos 18 anos ingressa na Faculdade de Belas Artes na Universidad Nacional Andrés Bello para estudar Arquitectura. Durante os anos seguintes realiza estudos avançados de fotografia e recorre alguns países da América do Sul fotografando as suas diversas realidades. Em 2001 radica-se em Barcelona, para se dedicar ao desenho de museus e à fotografia e é aqui que realiza as suas primeiras exposições para mostrar as imagens fotografadas em diversos lugares de Espanha, Itália, Lisboa, Tanzânia e Nova Iorque.
Pesca no Alentejo
Escolhi estas fotografias a cores que para mim são como fragmnentos de trabalho e natureza que poderosamente se constituem como pequenos laços de memória e recordações. Se bem estas duas obras se poderiam incluir num plano abstracto, aguçando um pouco o olhar descobrimos formas e lementos reaias presentes na paisagem.
Francisco Spratley
O Galo voou!

Francisco Spratley
O Galo voou!
Estudou Desenho e Pintura na Cooperativa Gesto e no Museu Nacional Soares dos Reis respectivamente. Em 1996 termina o curso de Arte e Design na Escola Secundária Garcia D?Orta e em 2001 obtém a licenciatura em Arquitectura pela Universidade Lusíada do Porto. Em Barcelona faz durante um ano o Master de Arquitectura, Arte e Espaços Efémeros da U.P.C.Actualmente trabalha como arquitecto no atelier ?RCR Arquitectes? em Barcelona.

O Galo voou!
As inquietudes da vida... a procura de ti mesmo... o facto de se viver numa época em que nada é definitivo... em que tudo muda!
Não te queres prender a nada, com medo que isso venha a impôr algum limite à tua vida!Por tudo isto queres voar... até encontrar uma vontade contrária... que te faça querer parar!

Gonzalo Bènard
Thirsty e Feeding Hands
Com um particular interesse pela cultura grega clássica, que desde sempre o influenciou, Gonzalo Bènard, parte um dia para o Tibete, onde, num mosteiro-escola de pintura e filosofia, esvazia a taça o quanto pode, e aprende a simplicidade do traço e da cor. A simbologia da vida, num conceito minimal. A essência. A cor plena num traço fluido.
Traz-nos e pinta-nos uma auto-sinceridade que vive, consciente do mundo, feliz e sarcástico. Na sua pintura deixa sempre um entre-linhas. Ou um entre-traços. Desfruta de si mesmo, como desfruta da pintura. Do desenho. Do cheiro da madeira, do toque da pele, do calor dos corpos, do frio do vidro. Da sexualidade.
Do pleno do homem, sob pele de madeira, à transparência das linhas, que jogam com as próprias sombras do eu. Ou do corpo. No corpo. Para o corpo. Físico. Mental. Sensível. Sexual.Gonzalo Bènard, nasceu em Lisboa onde estudou com os mestres de Belas Artes, e vive em Barcelona.

Thirsty e Feeding Hands
Thirsty, é uma série de pinturas de G. Bènard que trata de necessidades básicas humanas na sua simplicidade de trazer perguntas e possíveis desafios. São apenas celebrações nossas, humanas, sobre as nossas necessidades e paixões. A mão, mão divina e mão humana, mão de creador. O homem que criou Deus à sua imagem, ou Deus que criou o homem. A mão que alimenta e sacia a sede. De Deus ao homem, do homem a Deus. São ligações ao divino humano. Quem alimenta quem, quem sacia quem. A luz vem de dentro... a sede vem de fora, é física.


Invisible Travellers
Bicla

Invisible Travellers
Bicla
Algumas amizades feitas no início da adolescência em Lisboa acompanham crescimentos intelectuais e sensibilidades artísticas que evoluem em gostos similares até à idade adulta. Assim, um designer gráfico a viver em Barcelona e um músico em Lisboa inspiram-se e provocam-se mutuamente em cada obra.
No aparente silêncio das imagens de um e na invisibilidade dos sons do
outro contam histórias que falam de viagens (muitas delas mentais) ?e
de personagens que encontram ou imaginam e do conjunto de sons que lhes dá vida ?

Bicla
Uma homenagem a quem anda de bicicleta.
Projecto experimental sobre cumplicidades e devaneios entre um designer gráfico e um músico, através do qual apresentam relatos ilustrados de viagens mentais. As fontes de inspiração abarcam tudo o que os sentidos podem absorver e a mente distorcer; na procura de extrair o maior prazer possível do acto livre e criativo.


Maria Cardoso
Série Azulejos Portugueses (2007)
Nasceu a 15 de Abril de 1973 em Lisboa, onde vive até à idade de vinte anos. Entre 1993-96 estuda na Escola Superior de Tecnologias, Gestão, Arte e Design das Caldas da Rainha obtendo o Bacharel em Artes Plásticas / Pintura. No ano de 1997-98 estuda na Gerrit Rietveld Academie em Amsterdão. Vai viver para Évora em finais de 1998, e licencia-se em Artes Plásticas / Pintura na Universidade de Évora no ano de 2002. No mesmo ano, inicia os Estudos de Doutoramento em Educação Artística: Ensino e Aprendizagem das Artes Visuais ministrados pelo Departamento de Desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona (FBAUB). No presente ano, realiza os trabalhos da tese doutoral intitulada Referentes para fundamentar propostas de formação em Educação Artística desde perspectivas críticas.

Série azulejos Portugueses (2007)
Maria Cardoso vai até às fontes da arte portuguesa, e em concreto à riqueza da azulejaria do séc. XVII para dar continuidade a uma linguagem artística que parece ter ainda muito por dizer. Nesta série de pequenos formatos, apresenta propostas novas que surgem do jogo entre técnica, forma e composição.


re_nata
momento

re_nata
momento
Renata E. Gomes nasceu em Lisboa em 1976 e reside actualmente em Barcelona.

momento
Partiu do momento da solicitação da A Casa Portuguesa de uma obra para celebrar o seu aniversário e da coincidência de um momento de mudanças. A obra retrata esse momento e outro momento importante de uma vida portuguesa. Juntamente um impulso desde há muito guardado e exposto num momento.

Ricardo Macedo
Her
Nasceu em Lisboa em 1979 e reside em Barcelona desde 2004, onde concluiu os seus estudos superiores em Design Visual pela ELISAVA - Escola Superior de Disseny.
Enquanto designer gráfico desenvolve actividade como freelancer, trabalhando para diversas empresas e clientes, nacionais e internacionais.
Dedicando-se principalmente às artes visuais e à música, encontrou em Barcelona o ambiente propício para desenvolver os seus projectos.

Her
Ilustração digital aplicada sobre caixa de luz.

ricardo@ricardomacedo.com


RICARDO CARMO
Doris
Ricardo Carmo
Doris
Tem desenvoldido a sua actividade profissional nos mais diversos campos da creatividade: publicidade, maquetismo, interiorismo, vitrinismo, cenografia, escultura, pintura decorativa e artistica etc. Nos ultimos anos tem sobretudo colaborado no ambito do vitrinismo do interiorismo comercial com empresas de referencia como Christian Dior, Hermes, etc.Nao perdendo nunca de vista a sua actividade como artista plastico, participa regularmente em exposições individuais e colectivas em paises como Andorra, França e agora Espanha, pais pelo qual optou por viver uma temporada que esperemos, seja longa!

Doris
Pequenas embarcações especialmente construídas para a pesca do bacalhau, nas quais os homens se aventuravam e muitas vezes se perdiam, entre nevoeiros e tormentas ? perdendo até a própria vida, para conseguir do mar o que naquela época era uma das bases da alimentação das nossas gentes. Doris fala desses homens, da minha família de pescadores, da minha infância junto ao mar, das secas de peixe no pátio traseiro da casa, e de quanto o mar teve, desde sempre, um papel predominante nas minhas criações. Enfim, trata-se de uma piscadela de olho sobre uma época da qual me resta a saudade, mas também onde o passado se confundia com o presente, por não haver perspectivas de futuro.

Sandra Lourenço
Sem Titulo
Nasceu em Lisboa em 1971. No início de década de noventa estudou fotografia no Arco (Centro de Arte e Comunicação Visual). Actualmente vive em Barcelona onde desenvolve o seu projecto de estampagem de tecido, através da marca Zandlou.
Sem Titulo
Uma certa evolução do gosto, associada em grande parte a uma atitude post-moderna recuperadora do sentido da personalização, do humor, e da desvalorização do futuro em favor do passado através da sua projecção sobre o presente, conduz agora a um florescimento de redescobertas da velharia de Lisboa (eles são os quiosques, ele são quaisquer azulejos, (...) tudo, enfim, que não sendo fabricado ou em uso agora, adquire o estatuto de objecto de culto reverencial).
In Pensar Lisboa
J. P. Martins Barata


SWEET ALMAH
No me mires así!
Sweet Almah
Manuel Santos ( Sweet Almah) trabalha em áreas como a ilustração, motion graphics, instalação, design gráfico, etc.
Vive em Barcelona desde 2005. O seu trabalho estende-se desde a participação no colectivo 1811 até à participação em revistas, exposições, pinturas de murais em estabelecimentos e habitações, assim como projectos colectivos com outros artistas.
http://www.sweetalmah.com/